O deputado Noraldino, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia, realizou, hoje (31), audiência pública que discutiu irregularidades denunciadas na exploração de minério pela Vallourec, especialmente no complexo da Mina Pau Branco, em Nova Lima (Região Metropolitana de Belo Horizonte), onde houve o transbordamento do dique de contenção de sedimentos no início de janeiro deste ano.

Segundo o deputado, “Temos que ter segurança nos relatórios de estabilidade e nos métodos das estruturas de mineração em Minas Gerais. Ninguém quer ver mais estruturas de barragem desabando e causando danos irreversíveis à população e ao meio ambiente.
Não é possível que alguma empresa queira vivenciar episódios como as tragédias que o nosso estado já vivenciou. Minha preocupação é que daqui alguns anos ainda estejamos aqui discutindo a construção de estruturas para conter possíveis deslocamentos de pilhas de rejeito.” Noraldino destaca que é por este motivo que é necessário termos formas muito confiáveis de garantir a segurança dessas estruturas.

Ao ser sabatinado pelo presidente da Comissão de Meio Ambiente sobre o que deu errado na Pilha Cachoeirinha, o gerente-executivo da Vallourec Mineração, Claudio Musso, disse que a estrutura possuía laudo de estabilidade emitido conforme legislação vigente, mas que a Vallourec contratou empresas especializadas para avaliar o caso e respostas serão dadas oportunamente. “Mas a mineração foi interditada e a pilha e o dique vão precisar de outro laudo de estabilidade”, admitiu.

A apuração sobre a suspeita de mineração ilegal e as causas da queda de parte da pilha de rejeitos que atingiram o dique ainda estão em andamento, conforme apontaram outros participantes da audiência, como o delegado Pedro Ribeiro de Oliveira Sousa, do Departamento Estadual de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil mineira, e o delegado da Polícia Federal, Frederico Levindo Coelho.

Todo o material apurado sobre as denúncias foi encaminhado para a Polícia Federal e é preciso aguardar a conclusão das investigações.

(Com informações de: almg.gov.br)

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